terça-feira, 26 de março de 2013
Náutilus
as palavras que me faltam
são estas que aqui estão
derramei-as de improviso
em linhas solitárias
perdidas no silencioso caos
deste cosmos cibernético -
cuidado!
estas palavras são âncoras
de ferro batido,
enferrujado
sexta-feira, 15 de março de 2013
meu segredo
os sons do que agora escrevo
são como crisálidas que
um dia a casca romperão
e voarão noutras cabeças
como zonzas mariposas que
em seu vôo curto e inepto
invocarão a certeza do silêncio
que sucede à toda tempestade
pois o que digo é incerto
e ao mesmo tempo exato
nestas palavras se disfarçam
o que não posso dizer
embora já o tenha dito
quinta-feira, 7 de março de 2013
para Descartes
cada ato consigo faz
o contratempo do não ser,
e a incerteza do que será,
sou eu só movimento
interrompido, entrecortado,
do que ficou para trás
saudades tenho
do que virá -
quem sabe?
nada, impreterivelmente, explica
o porquê que tantas perguntas
permanecem sem respostas
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