domingo, 25 de março de 2012

hora staccato


Estava tudo claro desde sempre.   As primeiras fotos do cosmo.  Aquelas espirais e elipses clonadas em todas as ilhas de matéria esparsa dentre sólidas massas de vácuo frio e inescrutável.  Os mesmos padrões estampados nos sistemas solares e luas aprisionadas dos planetas.  Sob aumento, espirais e elipses também se revelaram inexoravelmente nas nuvens, oceanos, continentes, estações e dias.  Ciclos espirais e elípticos, abertos e fechados mas igualmente infinitos, prodigiosamente simples ainda que disfarçados em inusitadas máscaras.  A simplicidade do universo foi sempre óbvia.  Ainda assim, teimávamos em escrever poemas e a morrer de amor.

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