O cheiro da chuva nos traz lembranças.
A terra que chega às narinas, de onde vem?
Foge da tempestade, timidamente?
Trombetas de Jericó jorrando ozônio,
Abrupta queda de luz na tarde quente.
O cheiro da chuva nos dá conforto.
Renasce o árido em verdes lanças,
Porvir de novas auroras, límpidas,
Dias que sejam regados, talvez,
Com cristalinas lágrimas de orvalho.
O cheiro da chuva nos une.
Pressentido a tormenta,
Em silêncio paramos,
Suspensos no tempo.
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