domingo, 1 de julho de 2012

queda livre

velho avião
que mora no ar
quando na terra está
e que lembra da terra
sempre que voa no azul

o ronco abafado
do seu estrangeiro motor
inunda o gelado ozônio
como sirene de guerra
camuflada no horizonte

para-quedistas que somos
mesmo quando despidos
ao som do avião - distante -
deixamos de lado as feridas
e mergulhamos nos sonhos


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