velho avião
que mora no ar
quando na terra está
e que lembra da terra
sempre que voa no azul
o ronco abafado
do seu estrangeiro motor
inunda o gelado ozônio
como sirene de guerra
camuflada no horizonte
para-quedistas que somos
mesmo quando despidos
ao som do avião - distante -
deixamos de lado as feridas
e mergulhamos nos sonhos
Nenhum comentário:
Postar um comentário