segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
expresso
passageiro de mim mesmo
aonde vou, que não chego?
não trago bilhete, nem lanche
quando parti, a estação, tão só
dois pombos apenas ciscavam
farelos de pão inexistentes
dormentes, os trilhos fugiam
para além do horizonte, num ponto
que foge mais longe sempre
passageiro de mim mesmo
não reclamo do serviço
nem contente com ele fico
apenas leio, chacoalhado,
o jornal que achei ao lado
no banco, amarrotado, de ontem,
à manchete, na página um,
por ser de graça, nem dou atenção
perco-me, sem perceber,
ao sincopado bater dos vãos
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