sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Pimpinella
O livro sobre a mesa, nem novo nem velho, mas muito usado. Caligrafadas
às muitas páginas, breves notas a lápis e penas de cores diversas. O cheiro
de cera na sala de piso de ipê, tão intenso como na minha infância. Lá de fora,
o sol recorta-se em frestas ao chão.
"Pimpinella anisum -
verde cristal de açúcar,
bom para tosse,
e para esquecer do amor"
De todos os cantos, como espelhos, ecos de saltos altos. Então novamente silêncio,
sua presença só mais forte por não ser vista. Viro páginas, já não mais leio.
Passado em chamas, meu coração.
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