sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

duna

palavras são lavradas
atrapalhadamente
que me valha deus
e todas as almas

somos palavras
no princípio, o verbo,
depois, o precipício,
e o vácuo
até o chão, de pó,
pó de palavras
ao vento
seco

das caravanas
que já se foram
há séculos
e que nunca chegaram
erram agora, miragens,
no tenue entrecortar
de horizonte e sonhos

viro ao avesso
das letras
e me despeço
por traz das dunas
sem jeito


2 comentários:

  1. hehehe, tu gosta da palavra VALHA, ne?!
    []s

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  2. Ois, Giovani,

    Obrigado pela visita e comentario. Acho que se refere às poesias Escaravelho Velho e Duna, nao? Como foram escritas mais ou menos na mesma época, devem refletir as coisas que andavam na minha cabeça naqueles dias.

    Apareça quando puder. Abraços, Eridanus

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